Justiça Federal torna réus 13 suspeitos de integrar esquema milionário de garimpo ilegal no AM

11 jun 2026
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A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus 13 pessoas acusadas de integrar um esquema de garimpo ilegal na Amazônia.


Segundo as investigações, o grupo atuou entre abril de 2023 e agosto de 2025 no "Filão dos Abacaxis", área localizada dentro da Floresta Nacional de Urupadi, em Maués.


A denúncia tem como base uma ação onde mais de 50 trabalhadores foram resgatados em situação análoga à escravidão em minas subterrâneas de garimpo ilegal.


A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus 13 pessoas acusadas de integrar um esquema de garimpo ilegal na Amazônia. Segundo as investigações, o grupo atuou entre abril de 2023 e agosto de 2025 no "Filão dos Abacaxis", área localizada dentro da Floresta Nacional de Urupadi, em Maués, no interior do Amazonas.


Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam que o grupo movimentou R$ 258,6 milhões. O MPF estima que os danos socioambientais causados pela atividade ilegal chegam a R$ 267 milhões.


A denúncia tem como base a Operação Mineração Obscura, da Polícia Federal. Durante a ação, mais de 50 trabalhadores foram resgatados em situação análoga à escravidão em minas subterrâneas de garimpo ilegal em Maués.


A denúncia também aponta graves impactos ambientais na bacia do rio Abacaxis. Segundo as investigações, 8,5 quilos de mercúrio foram despejados na região, colocando cerca de 67 mil pessoas sob risco de contaminação crônica pelo metal tóxico.


Durante as fiscalizações, os agentes também encontraram estruturas preparadas para o uso de cianeto.
Segundo o MPF, fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgataram 50 trabalhadores em condições análogas à escravidão durante as investigações.


De acordo com os relatórios, os trabalhadores viviam isolados na floresta, em barracos de lona e sem acesso a saneamento básico ou água potável.


Ainda segundo a denúncia, o grupo mantinha uma estrutura permanente de segurança armada para controlar a área de garimpo.
Durante as operações policiais, foram apreendidos fuzis e submetralhadoras.

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