Cheia dos rios aumenta risco de acidentes com cobras, escorpiões e aranhas no Amazonas

11 jun 2026
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O avanço da cheia dos rios no Amazonas acendeu um alerta das autoridades de saúde para o aumento dos acidentes envolvendo animais peçonhentos em diversas regiões do estado. Dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) apontam que 1.042 ocorrências com cobras, escorpiões e aranhas foram registradas apenas nos três primeiros meses de 2026.


Com a elevação do nível dos rios, esses animais acabam sendo forçados a deixar seus habitats naturais em busca de áreas mais secas, aumentando a possibilidade de contato com a população. O fenômeno é observado principalmente em comunidades ribeirinhas, áreas rurais e até mesmo em bairros urbanos afetados pelas enchentes.


Segundo a FVS-RCP, durante o período de cheia é comum que serpentes, escorpiões e aranhas se abriguem em locais como roupas, calçados, móveis, pilhas de madeira, entulhos e vegetação próxima às residências.


O diretor de Vigilância Ambiental da fundação, Elder Figueira, destaca que a aproximação desses animais aos ambientes frequentados por pessoas exige atenção redobrada e a adoção de medidas preventivas para evitar acidentes.


Medidas de prevenção

Entre as orientações repassadas pelos órgãos de saúde está a inspeção diária de calçados, roupas, toalhas e roupas de cama antes do uso. A recomendação também inclui a manutenção de quintais limpos, evitando o acúmulo de lixo, madeira e entulhos, que podem servir de esconderijo para animais peçonhentos e atrair roedores, principais presas das serpentes.


Durante atividades de limpeza em áreas alagadas ou no manuseio de materiais acumulados, a população deve utilizar equipamentos de proteção, como botas de cano alto e luvas grossas.


Enchentes também elevam risco de doenças

Além do aumento dos acidentes com animais peçonhentos, a cheia dos rios contribui para a elevação dos casos de doenças relacionadas à contaminação da água. De acordo com a FVS-RCP, o Amazonas registrou aproximadamente 91 mil casos de Doença Diarreica Aguda (DDA) entre janeiro e maio deste ano.


Os municípios de Manaus, Tefé e Parintins aparecem entre os que registraram maior número de notificações da doença no período.


Como forma de prevenção, mais de 2,1 milhões de frascos de hipoclorito de sódio foram distribuídos aos municípios amazonenses. O produto é utilizado para o tratamento da água destinada ao consumo humano, especialmente nas áreas mais afetadas pelas enchentes.


As autoridades reforçam que, em caso de acidentes com animais peçonhentos, a vítima deve procurar atendimento médico imediatamente e evitar procedimentos caseiros, que podem agravar a situação.

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